Inclusão Digital
   Muito se tem falado em Inclusão Digital. Notícias saem a todo momento em todas as formas de comunicação: jornais, revistas, internet e etc...Prefeitos, Governadores e até Presidentes fazem a todo momento, motivos de estarem sempre na mídia e também divulgarem seus prestígios com a palavra “Inclusão Digital”.
  Tenho lido muitas noticias que a prefeitura “A” recebeu 30 computadores para a escola X. Que a prefeitura B, recebeu 150 computadores para a Escola “Y” e assim por diante. E aí, conseguimos resolver o problema da Inclusão? Será que não criamos mais problemas? Por quanto tempo esses equipamentos ficarão empoeirados e sem uso?
    Imaginem um determinado Prefeito receber do ministério da saúde 500 ambulâncias, porém não possuem motoristas habilitados? Esses carros, com certeza ficarão parados por um longo tempo sem utilização para a sociedade e também estarão desatualizados e sucateados. Com equipamentos para área de Informática, o período de depreciação é muito mais curto, visto que a cada dia estamos sempre renovando novas pesquisas e com isso gerando novos produtos, tanto a nível de hardwares como de softwares.
    Lendo em um jornal de Belém-PA, percebi uma frase que trazendo para este assunto, é bastante real. Lá dizia: “Educação boa é Educação por Inteiro” (Jornal Amazônia On-Line). Trazido para nosso assunto, poderíamos dizer: “Inclusão Digital Boa é Inclusão Digital por Inteiro”. Mas o que é “por Inteiro”? Para mim, que defendo uma maneira de Inclusão Digital de forma AMPLA E TOTAL, vem a calhar esse pensamento. Imaginemos um determinado governante distribuir canetas e livros a toda população de Brasileiros, de Norte a Sul e dizer: “Agora, com essa distribuição de canetas e livros, acabamos com os analfabetos deste País!”. Em nossa opinião, não nos basta ganharmos canetas e livros se não temos alguém que pegue em nossas mãos e nos ensinem a escrever e ler. Pois é, Inclusão Digital, por Inteiro é a disponibilidade do equipamento como também de pessoas capazes que nos ensinem “como utilizar” de forma total tal ferramenta de trabalho. O que realmente poderemos tirar de proveito dessa nova ferramenta. O que sugiro é que nossos governantes, antes de liberarem à população esse monte de “máquinas burras”, entreguem também pessoas disponíveis treinando o uso de forma correta essas novas ferramentas para que se tornem “máquinas inteligentes”. Se assim procedermos, tenho certeza que nossa tão desejada “Inclusão Digital” seja sim, a boa e verdadeira Inclusão Digital.
Belém(PA), 28 de setembro de 2007
José Maria da Silveira Gomes
(Especialista em Análise de Sistemas)